Pudor
palavra que vejo o observador apontar
sobrolho tentando compor a constelação da pessoa
à sua frente
podemos não falar de mim?
e no entanto não me calo, tudo é egoísta
também o silêncio
insone que me faz querer sair,
procurar, politizar
o caminho até a um par de olhos e muitas
mãos
gosto de percorrer o caminho até alguém, julgo que lhe disse
ainda
isso é interessante
acenei, consentindo, passando à frente
duvidando já
culpa ou amor? crença na sempre possível transformação,
julgo
mas que bem ou que mal me faz a perspectiva?
o cubismo é humano